Depois que você descobre um padrão, fazer de novo é escolha
Depois que você descobre um padrão, fazer de novo é escolha Essa é uma frase dura. E talvez justamente por isso ela incomode tanto: Depois que você descobre um padrão, fazer de novo é escolha. Quando percebemos que estamos repetindo determinadas situações, comportamentos ou escolhas, alguma coisa muda. Antes, não sabíamos. Agíamos sem perceber. Reagíamos. […]

Depois que você descobre um padrão, fazer de novo é escolha
Essa é uma frase dura.
E talvez justamente por isso ela incomode tanto:
Depois que você descobre um padrão, fazer de novo é escolha.
Quando percebemos que estamos repetindo determinadas situações, comportamentos ou escolhas, alguma coisa muda.
Antes, não sabíamos.
Agíamos sem perceber.
Reagíamos.
Escolhíamos.
Entrávamos nas mesmas histórias, nos mesmos tipos de relacionamento, nas mesmas discussões, nos mesmos conflitos, nas mesmas frustrações.
E muitas vezes nem entendíamos por que aquilo continuava acontecendo.
Até que um dia percebemos.
“Eu estou fazendo isso de novo.”
E esse momento pode ser um divisor de águas.
Mas existe uma coisa importante que precisa ser dita: perceber um padrão não significa conseguir mudá-lo imediatamente.
Descobrir não é o mesmo que conseguir fazer diferente
Alguns padrões são antigos.
Muito antigos.
Foram construídos durante anos, muitas vezes desde a infância.
Aprendemos maneiras de buscar amor, proteção, reconhecimento, segurança e pertencimento.
Aprendemos a nos defender.
Aprendemos a agradar.
Aprendemos a controlar.
Aprendemos a fugir.
Aprendemos a atacar.
Aprendemos a silenciar.
Aprendemos a aceitar determinadas coisas para não perder pessoas.
Aprendemos a desconfiar.
Aprendemos a acreditar que precisamos merecer o amor.
E muitas dessas aprendizagens acontecem antes mesmo de termos maturidade para compreender o que estava acontecendo.
Por isso, não é justo olhar para alguém que acabou de perceber um padrão e dizer:
“Agora você sabe. Então é só fazer diferente.”
Não é tão simples.
O cérebro, o corpo, os sentimentos e os comportamentos podem estar profundamente acostumados a determinadas respostas.
Você pode compreender racionalmente que determinada maneira de agir não faz mais sentido e, ainda assim, quando aquela situação acontece, reagir exatamente como sempre reagiu.
Isso não significa que você não tenha consciência.
Significa que consciência precisa ser desenvolvida e praticada até conseguir alcançar aquilo que antes funcionava automaticamente.
O automatismo não desaparece porque você o enxergou
Imagine alguém que passou anos aprendendo a se proteger evitando conflitos.
Essa pessoa pode perceber:
“Eu sempre fujo quando preciso conversar sobre algo difícil.”
Ela compreendeu.
Identificou.
Nomeou.
Mas, na próxima situação, o desconforto aparece.
O corpo reage.
A vontade de fugir vem.
E ela pode fugir novamente.
Isso significa que nada mudou?
Não necessariamente.
Existe uma diferença enorme entre repetir um padrão sem perceber e repetir um padrão percebendo que está repetindo.
Na primeira situação, o comportamento acontece quase inteiramente no automático.
Na segunda, começa a existir consciência.
E é justamente aí que começa a possibilidade de transformação.
A consciência cria um espaço entre o impulso e a escolha
Quando um padrão é ativado, existe um momento muito pequeno entre aquilo que sentimos e aquilo que fazemos.
No início, talvez esse espaço seja quase imperceptível.
Sentimos.
Reagimos.
Depois percebemos.
Com o desenvolvimento da consciência, começamos a perceber antes.
“Estou ficando com raiva.”
“Estou querendo me afastar.”
“Estou sentindo necessidade de agradar.”
“Estou com medo de ser rejeitado.”
“Estou tentando controlar a situação.”
“Estou prestes a dizer sim, mesmo querendo dizer não.”
Esse momento é precioso.
Porque a transformação não acontece necessariamente quando conseguimos agir perfeitamente.
Ela começa quando conseguimos nos observar enquanto estamos vivendo o padrão.
Responsabilidade não é culpa
Essa talvez seja uma das partes mais importantes dessa conversa.
Ter responsabilidade pelo próprio processo não significa se culpar por tudo aquilo que você aprendeu.
Você não escolheu conscientemente muitos dos padrões que recebeu na infância.
Não escolheu todas as experiências que moldaram sua maneira de se relacionar.
Não escolheu todas as crenças que foram construídas dentro de você.
Mas, em algum momento da vida, pode começar a escolher o que fará com tudo isso.
Essa é uma diferença fundamental.
Culpa olha para o passado e pergunta: “Por que eu fiz isso?”
Responsabilidade olha para o presente e pergunta: “O que eu faço com isso agora?”
A culpa pode nos prender.
A responsabilidade pode nos devolver poder de escolha.
Repetir uma vez não significa que você voltou ao começo
Existe outro cuidado importante.
Quando estamos tentando mudar um padrão, podemos cair novamente nele.
E isso pode gerar uma sensação de fracasso:
“Eu achei que tinha mudado.”
“Eu fiz exatamente a mesma coisa.”
“Então não adianta.”
Mas transformação não costuma acontecer em uma linha reta.
Você pode perceber um padrão, tentar fazer diferente, conseguir em algumas situações e falhar em outras.
Pode perceber mais rapidamente.
Pode se recuperar mais rápido.
Pode pedir desculpas.
Pode reparar.
Pode voltar para a conversa.
Pode reconhecer o que aconteceu.
Pode entender o gatilho.
Pode perceber o que sentiu antes de agir.
Tudo isso também é mudança.
Talvez você ainda esteja repetindo o comportamento, mas já não esteja completamente inconsciente diante dele.
E isso importa.
A pergunta muda
Quando começamos a desenvolver consciência, talvez a pergunta deixe de ser:
“Por que eu continuo fazendo isso?”
E passe a ser:
“O que acontece dentro de mim pouco antes de eu fazer isso?”
Essa pergunta abre uma porta.
O que eu sinto?
O que penso?
O que temo?
O que estou tentando evitar?
O que estou tentando conseguir?
Que necessidade está por trás desse comportamento?
Que história estou contando para mim mesmo?
Que parte da minha história está sendo ativada?
E, principalmente:
“Existe outra maneira de responder a isso?”
É nesse nível de observação que começamos a sair do automatismo.
Você não precisa se tornar outra pessoa
Quebrar um padrão não significa apagar quem você é.
Significa deixar de ser conduzido por respostas que um dia foram necessárias, mas que talvez já não sirvam para a pessoa que você se tornou.
Você pode continuar sendo sensível sem precisar agradar todo mundo.
Pode ser amoroso sem aceitar qualquer coisa.
Pode se posicionar sem agredir.
Pode dizer não sem abandonar o outro.
Pode confiar sem deixar de observar.
Pode amar sem se perder.
Pode sentir medo sem permitir que o medo tome todas as decisões.
A transformação não está em deixar de sentir.
Está em aumentar a consciência sobre aquilo que sentimos para que o sentimento não precise automaticamente determinar o nosso comportamento.
E aqui está a parte difícil
Depois que você descobre um padrão, fazer de novo é escolha.
Mas escolher diferente exige presença.
Exige atenção.
Exige prática.
Exige coragem para observar partes de nós que nem sempre queremos enxergar.
E exige disposição para permanecer consciente justamente nos momentos em que seria mais confortável voltar ao velho comportamento.
Porque é fácil falar sobre mudança quando estamos tranquilos.
O verdadeiro desafio aparece quando o gatilho surge.
Quando alguém diz aquela frase.
Quando sentimos rejeição.
Quando somos contrariados.
Quando temos medo de perder alguém.
Quando sentimos que não somos reconhecidos.
É nesse momento que a consciência precisa estar presente.
Não depois.
Durante.
É aí que começamos a construir uma nova resposta.
A transformação acontece nos pequenos intervalos
Talvez você não consiga mudar tudo de uma vez.
Mas pode começar a perceber cinco segundos antes.
Pode respirar antes de responder.
Pode fazer uma pergunta em vez de atacar.
Pode esperar antes de enviar aquela mensagem.
Pode dizer “preciso pensar” em vez de responder automaticamente.
Pode reconhecer:
“Isso que estou sentindo é antigo. Mas esta situação é de agora.”
Pode perceber:
“Estou reagindo ao que está acontecendo ou ao que isso significa para mim?”
Pode escolher:
“Eu conheço essa resposta. Mas quero experimentar outra.”
É assim que uma nova forma de se relacionar começa a ser construída.
Não necessariamente em grandes decisões.
Mas em pequenas escolhas repetidas.
Você é responsável pela sua transformação
Ninguém pode fazer esse trabalho por você.
Outras pessoas podem ajudar.
A terapia pode ajudar.
O autoconhecimento pode ajudar.
A espiritualidade pode ajudar.
Conversas conscientes podem ajudar.
Livros, cursos, experiências e pessoas podem ampliar nossa percepção.
Mas existe uma parte que é exclusivamente nossa:
observar.
Perceber.
Questionar.
Reconhecer.
Assumir responsabilidade.
Tentar novamente.
Reparar quando necessário.
E continuar aumentando a consciência.
Porque não existe transformação verdadeira quando terceirizamos para o outro aquilo que precisamos transformar em nós.
Isso não significa fazer tudo sozinho.
Significa compreender que receber ajuda também é uma escolha responsável.
O padrão pode ter sido aprendido. A nova resposta também pode ser.
Talvez você tenha passado anos repetindo determinada forma de se relacionar.
Isso não significa que precise passar o resto da vida fazendo o mesmo.
Você pode aprender.
Pode desaprender.
Pode experimentar.
Pode construir novas referências.
Pode desenvolver novas maneiras de conversar, amar, colocar limites, confiar, receber e se posicionar.
Mas existe um caminho entre “eu não sabia que fazia isso” e “agora eu consigo fazer diferente”.
Esse caminho se chama consciência.
E consciência não é apenas saber.
É perceber no momento em que acontece.
É reconhecer o que está sendo ativado.
É criar espaço para escolher.
É assumir responsabilidade pela resposta.
E, quando cair novamente no velho padrão, voltar a observar.
Sem negar.
Sem justificar.
Sem se destruir.
Depois que você descobre um padrão…
Talvez essa frase continue sendo dura:
Depois que você descobre um padrão, fazer de novo é escolha.
Mas existe uma outra frase que precisa caminhar ao lado dela:
Você não precisa conseguir fazer diferente perfeitamente para estar mudando.
A descoberta é o começo.
A observação é o caminho.
A responsabilidade sustenta o processo.
E a prática transforma uma nova possibilidade em uma nova maneira de viver.
Não se trata de exigir de si uma transformação instantânea.
Trata-se de não voltar a dormir diante daquilo que você já conseguiu enxergar.
Porque, depois que a consciência chega, ela nos convida a participar da própria transformação.
E talvez seja esse o verdadeiro sentido de amadurecer:
não deixar de repetir padrões porque somos perfeitos,
mas perceber cada vez mais cedo quando estamos entrando neles.
Até que, um dia, diante da mesma situação que antes determinava nossa reação, exista um espaço.
Um pequeno espaço entre o impulso e a resposta.
E dentro desse espaço esteja você.
Consciente.
Presente.
Escolhendo.
É ali que uma nova história começa.
Quer transformar seus relacionamentos e viver com mais leveza e conexão?
Conheça o Método Relacionamento Perfeito e inicie sua jornada de transformação.
Conteúdo com propósito
Transformação real
Baseado em experiência
Mais de 30 anos de jornada
Método exclusivo
Relacionamento Perfeito
Apoio e acolhimento
Você não está sozinha